Domingo Abril 22 , 2018
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  • Artigo: Parem os sinos, o poeta morreu

    belchior3.jpgRIO - Você não imagina o que seja para um garoto de 16 anos ouvir pela primeira vez os nomes de Allen Ginsberg e Antonin Artaud. E saber o que esses dois seres estupendos escreveram de seminal capaz de mudar a cabeça dos homens. Links Belchior

    É uma bomba, digo.

    Ainda mais nas tardes angustiantes da minha adolescência na São Paulo acinzentada pela polícia da ditadura sempre à cata de jovens cabeludos. Sempre que penso nessa época não me lembro do sol, mas de uma melancolia coalhando o mundo descortinado (salvo) pela literatura.

    E Belchior, o Bel querido, era quem ia falando de Ginsberg, Kerouac, Artaud, Ferlinghetti, e de sua paixão incansável por Bob Dylan. Quase ninguém falava desses caras (exceção de Dylan). Eles pertenciam ao universo de um seleto grupo de poetas e pensadores. Ainda eram marginais, do acostamento, porque não pertenciam à esquerda ou à direita, traziam cosmogonias ligadas à liberdade individual, ao ser imbricado com a natureza, onde Deus é a sua construção particular, jamais pela religião. Onde Deus é a imanência, é um pertencimento de sua alma rebelde.

    Pois naqueles meses de 1974 e 75 Belchior era o meu irmão mais velho, de quem ouvia histórias sobre cangaceiros e poetas, de Luiz Gonzaga a Van Gogh. Naquela sua bolsa de couro sempre havia um livro surpreendente, inusitado; os jornais da época não traziam notícias sobre os beats americanos, os surrealistas franceses, os poetas simbolistas brasileiros. O mundo estava tão cinza naquele momento... Pois as palavras de Belchior davam outros tons àqueles tempos.

    Ele morava de favor numa casa em reforma no Pacaembu. Vivia numa pindaíba clássica e típica de artista genial que um dia faria sucesso. Mas ali ainda era só uma promessa. Anos depois soube que a residência pertencia à minha querida Irede Cardoso, jornalista e depois vereadora. Depois ele se mudaria para um apartamento minúsculo na Rua Treze de Maio, no Bixiga. Tudo muito frugal: algumas poucas cadeiras, colchão jogado, caixotes como estantes, o violão encostado na parede, uma rede na sala. E aquele seu indefectível gibão (não era medalhado).

    Ali passávamos longas tardes. Belchior havia gravado um único LP, apoiado no sucesso da canção “Na hora do almoço”, com a qual ganhara um festival. O disco não acontecera. Chegavam à praça Raul Seixas, Luiz Melodia, João Bosco; o Secos & Molhados, sucesso total, comunicara sua dissolução. E surgia a trupe nordestina. Os cearenses: ele, Fagner, Ednardo, Amelinha. Os pernambucanos: Alceu Valença, Geraldo Azevedo. Mais o paraibano Zé Ramalho. E o baiano Elomar Figueira de Melo. Que geração.

    Numa dessas tardes, Belchior estava risonho e feliz. A coisa começava a andar. Contou que Elis Regina iria estrear um show e cantaria duas de suas composições. Uma delas ele me mostrou ao violão: “Como nossos pais”. Eu já era metido e disse a ele, ao final: baita homenagem ao Ginsberg hein? Ele riu. Sentiu que sua catequese havia surtido efeito. Eu estava contaminado pelos beats.

    Ele me levou para assistir a “Falso brilhante”, espetáculo de Elis Regina no Teatro Bandeirantes, ali ao lado de seu apartamento. Não preciso fechar os olhos para lembrar de Elis estalando os versos... “Minha dor é perceber que apesar de tudo o que fizemos... ainda somos e vivemos... como nossos pais”.

    Belchior nos últimos anos deu uma banana a tudo. Largou dois carros nos estacionamentos. Dinheiro no banco. Deu cano em hotel. Viveu de favor na casa de fãs. Deixou de fazer shows (sempre lotados). Como um poeta beat não quis ficar velho em casa contando o vil metal. Continuava melancólico e silencioso. Blood on the tracks.

    *Miguel De Almeida é editor e escritor



  • Teatro Municipal estreia sucesso de Bellini por R$ 10

    normaok.jpgRIO — A montagem de “Norma” que estreia hoje no Teatro Municipal rende uma tese sobre como dois países desenvolvem talentos. De um lado, a soprano dramática Elizabeth Blancke-Biggs, nascida em Los Angeles, envolvida pela ópera desde os 8 anos graças a um coro infantil patrocinado por sicilianos da vizinhança, a ponto de já se credenciar a montagens de musicais e operetas aos 14. Impossível saber sua idade, como só acontecem com as divas, mas, nos últimos 19 anos, sua coleção de personagens principais em “Elektra”, “Turandot”, “Tosca” e “Macbeth” dão pistas da voz experiente, não apenas possante na expressão, mas também capaz das pirotecnias do bel canto, o estilo ornamentado que a “Norma”, de Vincenzo Bellini (1801-1835), tão bem epitomiza.

    Nesta segunda-feira, Blancke-Biggs contracenará com a mezzo carioca Beatriz Simões, 24 anos, que cresceu e residiu em Cascadura, onde se realizava cantando hinos evangélicos num coro de amigos na Zona Norte. Chegou à Escola de Música da UFRJ inspirada por Mariah Carey e, quando sonhava em entrar para o coro do Municipal, do qual é integrante, a trilha sonora era feita de musicais como “Mudança de hábito”: Confira trecho do ensaio de 'Norma'

    — Só me dei conta de que eu teria que repensar tudo quando um professor percebeu do que eu gostava e me deu o toque: “Você sabe que aqui você vai cantar outra coisa, né?”. Quase desisti. Tive que correr para aprender tudo, pois não havia contato com ópera em Cascadura.

    E ela correu bem. Não só estreia hoje em seu primeiro papel solista — nas récitas seguintes, será substituída pela experiente paulistana Denise de Freitas — como passará os próximos dois anos às voltas com um mestrado na Alemanha, agraciado por uma universidade de Stuttgart, após audições em que um enviado ao Rio garimpava barítonos.

    — Eu não faço planos — afirma Beatriz, com sinceridade tocante — Tenho fé que o meu destino já está escrito, eu só vou trabalhando para ver o que acontece. E está acontecendo rápido!

    Blancke-Biggs é diferente. Cria da ensolarada Costa Oeste americana, sua atitude ostenta passos firmes e uma farta cabeleira oitentista. Cumprimenta com entusiasmo quase latino e transborda autoconfiança, até mesmo diante do gelo de um camarim, em que um forte ar condicionado assustaria até o mais experiente dos três tenores. É uma diva que se diverte, com direito a cachorro a tiracolo — o yorkshire terrier Gianni, que ela tirou de uma bolsinha logo no primeiro ensaio na Praça Floriano — e que não deixa ninguém subestimá-la.

    — Conheci meu marido (o maestro Michael Recchiuti) numa montagem de “Norma”. Ele me ligou perguntando se eu me sentia “capaz de cantar o papel”. Respondi que eu não ia cantar, eu ia arrasar o teatro. Aí ele pensou “hmmm, preciso conhecer essa mulher” — conta, emendando uma gargalhada. — Eu tenho esse humor. Uma amiga e eu concluímos que, com esses apliques e cílios postiços, sem dúvida somos duas drag queens.

    Tamanha teatralidade contribuirá para três récitas em forma de “concerto cênico" — sem cenários nem figurinos, mas com iluminação climática e direção de atores, a cargo do diretor artístico do Municipal, André Heller-Lopes. Não haverá evidências de uma Gália ocupada pelos romanos, mas o público terá o suficiente (com legendas em português) para captar a sororidade entre as sacerdotisas Norma e Adalgisa, envolvidas involuntariamente num triângulo amoroso com o insensível pró-cônsul Pollione (o tenor Eric Herrero, cada vez mais maduro) — o que eventualmente trará risco de vida aos dois filhos clandestinos de Norma e uma guerra. Afinal, desgraça pouca não rende dois atos.

    — O bel canto não exige muitas qualidades cênicas dos cantores, não há uma ação frenética, então esse formato funciona — afirma Blancke-Biggs, a quem caberá a ária “Casta Diva”, hit célebre (e fácil, nas palavras da americana), muito famoso na voz de Maria Callas (1923-77).

    ELOGIOS EM MEIO AO SACRIFÍCIO

    Nem tudo são hinos à Lua no Municipal. Compreensível, uma vez que seus corpos artísticos — orquestra sinfônica e coro — padecem dos atrasos salariais que assolam a administração estadual, além do exíguo orçamento à disposição da fundação que gere o teatro, uma realidade a cada ano menos lírica.

    Tanto que o maestro Roberto Tibiriçá, de 63 anos, não economiza nos elogios aos funcionários anônimos que conduzirá pelos dois atos de “Norma”. Nos corredores, solistas como o baixo campineiro Pepes do Valle — que volta ao Rio seis anos depois de “O Amor de Três Laranjas”, de Prokofiev — frequentemente mencionam aos visitantes do ensaio enorme generosidade dos profissionais que ainda se deslocam para trabalhar.

    — O clima nos ensaios tem sido maravilhoso. Encontrei um ambiente muito bom no Municipal, e muito do brilho dessas récitas a gente tem que reconhecer na garra dos músicos — disse um entusiasmado Tibiriçá, em entrevista à Rádio MEC.

    Durante toda a temporada de “Norma”, mesmo nos dias sem espetáculo, um movimento dentro do Municipal foi organizado para receber, na portaria do teatro, doações de alimentos não perecíveis. A intenção é ajudar a funcionários que estão passando por necessidades mais acentuadas no momento.

    Apenas ao longo da semana passada, o governo estadual depositou os salários de fevereiro — mas ainda deve os de março e abril, além do 13º de 2016. Para piorar, o prédio amanheceu anteontem com um princípio de incêndio, em decorrência dos confrontos entre policiais e manifestantes na greve convocada para sexta-feira. Vitrais foram perfurados, e janelas, quebradas. Mais de 20 bombas da PM foram encontradas dentro do Municipal.

    Por conta do incidente, um audição para cerca de 50 cantores, que ocorreria no sábado, teve que ser cancelada.



  • Há 80 anos, Pablo Picasso começava a pintar a ‘Guernica’

    RIO - Em abril de 1937, Pablo Picasso buscava inspiração para um painel encomendado para o Pavilhão Espanhol da Exposição Universal a ser realizada em Paris, no mês seguinte. À época, o pintor malaguenho já era consagrado como um dos maiores nomes da arte do século XX, e tinha consciência da importância da futura obra, sobretudo pela chance de usar seu prestígio para dar visibilidade às forças republicanas que lutavam contra as tropas do general Franco desde o ano anterior, na Guerra Civil Espanhola. O tempo passava no atelier da Rue des Grands Augustins, e Picasso via esgotar seu prazo sem definir de que modo abordaria as questões intencionadas para a tela. No dia 26 de abril, a realidade da guerra se impôs de forma trágica como tema central, quando a pequena cidade de Guernica, no País Basco, foi bombardeada pela Luftwaffe alemã, por ordem de Adolf Hitler, aliado dos fascistas liderados por Franco.

    O ataque, que resultou na destruição da cidade e deixou centenas de mortos e feridos, serviu de demonstração do poderio bélico da Alemanha, dois anos antes de início da Segunda Guerra. O mundo se chocou com as imagens da cidade em ruínas e dos corpos de civis atingidos pelo bombardeio ou metralhados enquanto fugiam: até então, este era um nível de brutalidade inimaginável para ataques sobre alvos não militares.

    Profundamente impactado com as fotos e relatos vistos na véspera, Picasso começou a trabalhar as primeiras imagens para seu painel no dia 1º de maio. Um esboço inicial foi pintado dez dias depois, e no dia 4 de junho a imponente tela de 3,49 por 7,77 metros estava pronta para a Exposição Universal.

    Imediatamente tomada como símbolo da resistência à ditadura franquista e, posteriormente, a qualquer forma de opressão, “Guernica” chega à época atual, 80 anos depois, com a força das obras-primas, repleta de significados que transcendem seu tempo e as circunstâncias que lhe serviram de inspiração.

    — “Guernica” está indiscutivelmente entre as obras fundamentais da História. Para além de todo o contexto em que foi criada, a sua dimensão mítica começa com a própria exigência de Picasso de que só fosse exibida na Espanha após a volta da democracia, razão pela qual ela só seria recebida no país quatro décadas mais tarde — observa o curador Marcello Dantas, responsável pela exposição multimídia “Mano a mano: La constitución de la España democratica”, realizada em 2003, em Madri. — Nenhum outro artista impôs condições tão ambiciosas para a exibição de uma tela, é algo de uma força simbólica absoluta.

    Mediador da palestra do historiador britânico Timothy J. Clark sobre “Guernica” na Flip de 2013, o crítico e professor de História da Arte Paulo Sérgio Duarte destaca a obra como uma das mais importantes do século XX pela forma com que conjuga arte e política:

    — Nos dias de hoje a arte política é, muitas vezes, uma coisa rebaixada, panfletária, muito evidente. O que se espera de uma obra de arte é sua potência poética, ela é a sua maior força. E “Guernica” é rica em potência poética, ela não se limita ao contexto histórico do bombardeio, aquele conjunto de imagens já adiantava os horrores que viriam dois anos depois com a Segunda Guerra e segue atual. Seu impacto permanece, 80 anos depois.

    “Um manifesto nela mesma”

    Diretor cultural do Museu de Arte do Rio (MAR), o curador Evandro Salles acredita que o painel ganha contornos atuais com a volta de tendências conservadoras e xenófobas no mundo:

    — A atualidade de “Guernica” pode ser medida por essa volta de movimentos políticos que beiram o fascismo, a intolerância, a xenofobia. A arte é o campo de cultivo da Humanidade, contra a violência. Naquele momento, Picasso sentiu a necessidade de se manifestar de forma radical contra a opressão, assumindo uma posição profundamente humanista frente à tragédia da guerra.

    Marcelo Velloso também se assombra com a atualidade da obra, que, para ele, poderia simbolizar Aleppo, na Síria, ou a guerra urbana das favelas cariocas. O diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, aponta aspectos estéticos do painel que também permitem leituras próximas da realidade presente.

    — Como uma obra cubista, “Guernica” não dá ao espectador a noção de perspectiva, todas as imagens estão em um único plano. Hoje, mesmo com a mídia, as redes sociais e a chamada opinião pública, nós temos uma visão de mundo planificada, não há um aprofundamento do debate — observa Velloso.

    Sob guarda espanhola definitiva após 1981, a tela pintada em preto, branco e cinza foi inicialmente exibida no Museu do Prado e desde 1992 está exposta no Museu Reina Sofía, em Madri, onde atrai cerca de três milhões de visitantes por ano. De 1939 até a década de 80, a obra ficou confiada ao Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, até que a democracia fosse restaurada na Espanha. O painel chegou a ser exibido no Brasil, em 1953, na 2ª Bienal de São Paulo, após uma extensa negociação com o MoMA.

    Para o crítico, professor e curador Luiz Camillo Osorio, “Guernica” é um exemplo do poder da arte para representar a dor coletiva:

    — O artista está sempre atento ao que se passa e responde aos acontecimentos com seu trabalho. Picasso teve a capacidade de contestar os desdobramentos da guerra de forma não apenas ilustrativa, mas com força plástica gigantesca. Através da dimensão artística, ele abordou uma situação e deu a ela uma enorme potência pictórica. A tela é um manifesto nela mesma.



  • Sumiço de Belchior mobilizou parentes e fãs

    INFOCHPDPICT000032890232RIO — Mesmo sem lançar material há vários anos, Belchior continuou gerando curiosidade entre os fãs e a mídia por causa de seu estilo de vida recluso. Abandonou a carreira e, durante uma década, afastou-se dos holofotes e da própria família — não tinha um paradeiro definido. O mistério aumentou ainda mais com as notícias de que o cantor tinha um histórico de dívidas. Links Belchior

    A família já não conseguia mais falar com ele entre 2006 e 2007, quando o cantor deixou o apartamento na capital paulista em que morava com os dois filhos e a então mulher, Ângela, aparentemente por causa de problemas financeiros. Nem mesmo o seu produtor musical conseguia contato, o que deu início a uma série de boatos a respeito de seu sumiço.

    Em 2009, um sobrinho do cantor, Pedro Belchior, concedeu entrevista a uma rádio de Fortaleza informando que o tio estava descansando na Praia da Baleia, em Itapipoca, a cerca de 160 quilômetros da capital do Ceará. Na ocasião, Pedro disse, ainda, que os familiares sabiam de seu paradeiro.

    Mas, no mesmo ano, o “Fantástico” encontrou o artista e a mulher na cidade de San Gregorio de Polanco, no Uruguai. Ao programa, Belchior disse que vivia em São Paulo e estava no país “fazendo um trabalho muito especial”. Contou também que estava compondo, traduzindo músicas para o espanhol e que pretendia lançar um disco com canções inéditas quando voltasse ao Brasil.

    O desaparecimento teve até repercussão internacional. O jornal inglês “The Guardian” publicou uma reportagem citando os rumores brasileiros de que Belchior teria se isolado para traduzir “A divina comédia”, de Dante Alighieri. Na internet, é claro, pipocavam teorias da conspiração e piadas — um site criou a paródia “Onde está Belchior?”, no qual o usuário tinha que encontrar o músico em vez do personagem Wally.

    Outra reportagem do “Fantástico” revelou, em 2012, que o cantor vinha sendo procurado pela polícia no Uruguai, acusado de dever mais de R$ 30 mil em diárias de um hotel, no qual havia se hospedado. No fim daquele ano, em meio à polêmica, foi visto em Porto Alegre, mas não quis gravar entrevista. Belchior em 1 minuto

    Belchior também deixou muita coisa para trás no Brasil, como dois carros abandonados. Um foi encontrado próximo a seu apartamento em São Paulo, e outro no aeroporto de Congonhas. Sabe-se que as dívidas acumuladas em multas e com uma administradora de carros ultrapassavam R$ 200 mil.

    Em 2013, a revista “Época” afirmou que ele estava morando em Porto Alegre com a mulher, Edna, mas não podia sair em público porque era procurado pela polícia. Relatos davam conta de que o artista era alvo de dois mandados de prisão pelo não pagamento de pensões alimentícias, uma à ex-mulher Ângela, e outra à mãe de uma filha que teve fora do casamento.

    Além disso, havia perdido um processo trabalhista no valor de R$ 1 milhão, movido pelo seu ex-secretário particular, Célio Silva. Segundo a revista, Belchior chegou a ser abrigado numa instituição de caridade e a morar de favor na casa de fãs.

    Agora, como se sabe, Belchior vinha morando em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, onde foi encontrado morto. A causa da morte ainda será determinada, segundo a polícia.



  • Rompimento da artéria aorta matou Belchior, diz delegada

    32854261_Rio de Janeiro RJ 27-10-1983 - Belchior Cantor - Foto de Sílvio Correa - Agência O Glob.jpgRIO - Um rompimento da artéria aorta foi a causa da morte de Belchior, neste domingo, em Santa Cruz (RS), segundo a delegada Raquel Schneider, que conversou com o médico do IML de Cachoeira do Sul, responsável pela necropsia em Belchior.

    Mais cedo, Raquel havia afirmado acreditar que o cantor tinha tido uma morte natural.

    "Esse (rompimento da artéria) deve ser o resultado que vai vir no laudo depois. Claro que também serão feitos mais alguns exames, mas em princípio foi isso", afirmou a delegada, de acordo com o "G1".

    O governo do Ceará vai providenciar o traslado do corpo para Sobral (cidade natal do músico), onde Belchior será velado na manhã desta segunda-feira, no Teatro São João. Depois, o corpo será levado para Fortaleza para um velório no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. À noite, será enterrado na capital cearense.

    De acordo com amigos, o artista vivia há quatro anos no município localizado na região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Há um ano e meio ele morava na casa onde morreu, com a esposa.



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